REPORTAGEM: NOVOS DESAFIOS PARA UM ÍDOLO CAPILÉ

02 MAR 2018
02 de Março de 2018
Um dos grandes ídolos da história recente do Aimoré vive um momento de transição. Aos 31 anos, Jonas Augusto Bouvie, o Japa, decidiu encerrar a carreira de atleta profissional para iniciar sua preparação para ser treinador – com foco inicial nas categorias de base. Após quatro anos atuando no futebol asiático, uma lesão no quadril fez o atacante optar por pendurar as chuteiras.

– Descobri esse problema em 2015, e desde lá eu vinha convivendo com dores, treinando separado, fazendo reforço muscular. A lesão foi evoluindo, até que em 2017 eu percebi que já não conseguia mais render tudo que podia e resolvi parar por causa disso – conta Japa.

O problema, no entanto, não impediu que o atacante obtivesse bons números no futebol da Ásia. Em 2014 e 2015, atuando pelo Suwon City, da Coréia do Sul, ele marcou 29 gols em 55 jogos. Já nos dois últimos anos, pelo Meizhou Hakka, da China, Japa balançou as redes 23 vezes em 56 jogos, sendo inclusive um dos artilheiros da segunda divisão chinesa de 2016, que teve Luis Fabiano como principal goleador.

A oportunidade de voltar ao futebol asiático – em 2006, Japa teve uma passagem pelo Cerezo Osaka, do Japão – foi viabilizada, em grande parte, pelo ótimo desempenho do atacante no Aimoré. Em 2012 e 2013, Japa foi um dos protagonistas da epopeia pela qual o índio passou: em 259 dias, o clube saiu da 3ª para a 1ª divisão do futebol gaúcho. Além de fazer uma histórica dupla de ataque com Lucas Silva na Segundona de 2012, Japa se consagrou como artilheiro da Divisão de Acesso de 2013, com 13 gols.

– Esse momento [passagem pelo Aimoré] foi um divisor de águas. Se não fosse esse ano no Aimoré, eu não teria conseguido voltar ao futebol asiático – reflete Japa. Ele também recorda os méritos daquela equipe que conquistou os dois acessos consecutivos:

– Foi montado um grupo muito forte, com jogadores determinados que sabiam o que queriam. Assim, os resultados chegaram.

Mesmo afirmando que não consegue dimensionar sua importância na história aimoresista, Japa demonstra um carinho especial pelo Índio Capilé:

– O Aimoré é um clube que eu vou sempre levar no coração. Vou ser sempre torcedor do Aimoré. Foi um clube que marcou muito a minha carreira e me deu oportunidade de evoluir.

O ex-atacante índio não descarta, inclusive, a possibilidade de, em um futuro próximo, voltar ao Cristo Rei, desta vez como técnico das categorias de base. Seu novo projeto profissional, no entanto, inicia no Vale do Taquari, onde será auxiliar do sub-17 do Guarani de Venâncio Aires enquanto faz faculdade de Educação Física e busca formação como treinador.

Texto: Nícolas Wagner
Foto: Cesar Barbosa
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